Compras em Genebra: o doce delírio das ONGs de “segurança pública”

Compras em Genebra: o doce delírio das ONGs de “segurança pública”

Duas ONGs anunciaram que iriam à ONU acusar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Acusar de quê? Segundo as notícias, as entidades pretendiam dizer na ONU que a Operação Escudo – uma operação iniciada pela polícia de São Paulo como resposta ao assassinato de policiais – produziu “execuções sumárias, tortura e prisões forjadas”.

É provável que os responsáveis pelas entidades saibam que denúncias dessa natureza devem ser feitas ao Ministério Público, aqui no Brasil mesmo. Se eles têm provas das acusações – e espera-se que sejam provas sólidas, porque as acusações são graves – o Ministério Público agirá rápido. Não há necessidade alguma de viajar ao exterior. A não ser que a intenção seja causar. A não ser que a intenção seja lacrar.

Por que o criminoso flagrado cometendo um crime é chamado de “suspeito” e os policiais são chamados de assassinos?

De forma geral,
essas entidades – que se apresentam sempre como defensoras de “direitos
humanos” – subscrevem toda a pauta “progressista” de segurança pública:
desarmamento do cidadão de bem, desencarceramento de criminosos (é isso mesmo: soltar
os criminosos que estão presos, uma ideia também conhecida como abolicionismo
penal
), descriminalização das drogas e – a grande obsessão atual – a obrigatoriedade
de uso de câmeras nas fardas dos policiais. Acima de tudo, esse ecossistema de
ONGs de “direitos humanos” trabalha incansavelmente pela criação de um número cada
vez maior de “benefícios” e “direitos” para criminosos presos, e pela obstrução
de qualquer tentativa de endurecer a legislação penal.

Todo governante
brasileiro que decidir encarar de frente o crime será alvo da mesma tática de “denúncias
internacionais” usada contra Tarcísio. Essas “denúncias” são sempre repercutidas
pela maioria dos veículos de mídia, aqui e no exterior, sem qualquer questionamento.
Se a mídia questionasse, saberia que qualquer um pode ir até esses órgãos
internacionais e entregar uma “denúncia” – há um guichê aberto, que recebe
qualquer documento.

O que esses
veículos de mídia nunca repercutem é que no Brasil são assassinadas 40 mil
pessoas todos os anos (já foram 65 mil assassinatos em 2017). É só fazer a
conta para descobrir que um brasileiro é assassinado a cada 13 minutos. Treze
minutos é o tempo de esperar o filho na porta da escola. É o tempo de ir à
esquina comprar um pãozinho quente.

Os jornais que repercutem as “denúncias à ONU” nunca vão dizer que, só durante os 16 anos da esquerda no poder federal, entre 2003 e 2018, aconteceram no Brasil 875 mil assassinatos. É quase um milhão de mortos. Por que não se denuncia isso à ONU?

Essas entidades denunciadoras vivem de doações. Muitas delas recebem dinheiro do exterior, inclusive da Open Society Foundations, controlada pelo bilionário “progressista” George Soros. É preciso gerar manchetes para manter o fluxo dos patrocínios. Além disso, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos fica em Genebra, na Suíça, lugar de bons vinhos e excelente comida. Além disso, haverá tempo livre para compras. Quem vai perder uma oportunidade assim?

Algumas dessas entidades insistem em repetir que o uso de câmeras corporais reduziu os índices de letalidade policial em 63,7% (notem a precisão da estatística). “Letalidade policial” é uma expressão ideológica, que afirma implicitamente que a polícia é assassina. Agora responda: você conhece alguma entidade de “direitos humanos” preocupada com a letalidade criminal? Você conhece alguma ONG brasileira voltada para a defesa das vítimas de crimes? Mas no Brasil existe todo um ecossistema de ONGs – centenas delas – que marcham ao som do mesmo comando na defesa dos direitos de criminosos. A obsessão atual delas é a tal “letalidade policial”.

A motivação é
ideológica. Esse ecossistema produz “relatórios” chamando operações policiais
de “chacinas” – relatórios que boa parte da mídia reproduz, mais uma
vez, sem questionamento. Mas chamar uma operação policial de chacina é
acusar os policiais de um crime
. Quando um criminoso assalta uma loja e é
filmado pela câmera de vigilância, e o vídeo é exibido pela mídia, ainda assim
a mídia chama esse criminoso de suspeito. Por que essa diferença no
tratamento? Por que o criminoso flagrado cometendo um crime é chamado de
“suspeito” e os policiais são chamados de assassinos? Será que as ONGs que
fazem essa acusação investigaram cada uma das mortes? No Estado de Direito você
só pode afirmar que um policial assassinou alguém depois de uma rigorosa
investigação e de um julgamento justo. É preciso usar para os policiais o mesmo
critério respeitoso que a mídia usa para os criminosos.

Durante a campanha eleitoral de 2022, eu entrevistei o então governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. O governo do estado tinha, naquela época, uma “Comissão de Letalidade Policial”. Eu perguntei a Rodrigo Garcia se ele sabia que duas ONGs de esquerda – dessas que têm como ocupação principal atacar a polícia – faziam  parte dessa comissão. Ele não sabia.

Pois é.

Conteúdo editado por:Jocelaine Santos

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