Cui bono? “A quem beneficia?”

Cui bono? “A quem beneficia?”

Após meses vendo todos pintarem uma imagem negativa das Forças Armadas, a pergunta acima – “quem se beneficia?” – merece alguns momentos de reflexão, tanto para a situação atual, quanto sobre nossas atitudes em um passado recente.

Para isso faremos uma brevíssima retrospectiva. 

Em 1964, as Forças Armadas nos salvaram do comunismo iminente, com apoio e aplausos da maioria da população. Seguiu-se uma fase de crescimento econômico, combate da corrupção e saneamento político.

Sob a tutela das Forças Armadas, a população se acomodou, sem olhar ao redor, sem uma visão crítica dos acontecimentos. 

Em agosto de 1979, o então presidente, General João Baptista Figueiredo promulgou a Lei da Anistia completa, com aprovação plena do Congresso.

” A anistia é o bálsamo que cicatriza feridas”, comemorou o senador Henrique de la Rocque.

A proposta, de comum acordo, seria para a pacificação do país, sem restrições a nenhuma das partes, fossem militares, guerrilheiros comunistas ou apenas ativistas.

Mas não foi isso que ocorreu.  

Os líderes comunistas retornaram com sangue nos olhos, desejo de vingança.

E a direita conservadora, acomodada, deixou a esquerda se infiltrar, lenta e gradativamente, em toda sociedade. 

Onde estávamos quando a Globo exibia seus seriados recheados de mentiras sobre o governo militar? (Anos Rebeldes – 1992)

Ou filmes como “Lamarca” (1994), onde o líder terrorista é exaltado como herói?

Onde estavam todos quando o coronel Brilhante Ustra foi execrado publicamente, apesar da “Anistia ampla, geral e irrestrita”?

Onde estava essa direita quando estabeleceram a “Comissão Nacional da Verdade”, recheado de mentiras e de aproveitadores da bilionária “Bolsa Terrorismo”, denunciado por (pasmem!) Reinaldo de Azevedo na revista Veja (2007).

A sociedade, anestesiada, não reparava quanto as Forças Armadas apanhavam da esquerda, num revanchismo inaudito.

E agora, em 2023, continua apanhando, mas dos dois lados.

Se eu fiquei frustrada pela aceitação pelas Forças Armadas de não receberem o código-fonte das urnas? 

Claro que sim!

Se fiquei revoltada ao ouvir o general Gustavo Dutra elogiar a “inteligência emocional” do sr. Lula e, concomitantemente, tachar todos do acampamento de lunáticos e criminosos?

Claro que sim!

E como não ficar espantada com a atitude do general Gonçalves Dias, servindo água aos depredadores, passando e repassando em frente às câmeras? Com que propósito?

E é neste ponto que questiono: Podemos condenar toda corporação das Forças Armadas pela atitude de alguns?

Sabemos que é interesse da esquerda destruir a reputação dos militares, a fim de implantar uma Milícia Bolivariana (polícia política). Só para reforçar minha afirmação, sugiro que assistam à live de Pedro Vasconcelos, discorrendo sobre seu livro Canudos, na TV Fórum do dia 24/09/2023, onde ele denigre as Forças Armadas, com ataques contundentes especialmente ao Exército. 

Ao divulgarmos e apoiarmos esses ataques, reforçamos a intenção da esquerda, contribuímos para a intolerância e para a divisão, com consequente enfraquecimento da Nação. 

Que tenhamos bom senso e clareza, sabendo separar o joio do trigo, reconhecendo inclusive nossos erros!

* Cui bono? é uma expressão em língua latina – às vezes também expressa como cui prodest? – significa literalmente “a quem beneficia?”, na tradução para língua portuguesa, e é usada tanto para sugerir um motivo oculto quanto para indicar que o responsável por algo pode não ser aquele que, a princípio, parece ser. 

Elisabeth Kaiser 

Médica cardiologista


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Um comentário em “Cui bono? “A quem beneficia?”

  1. Há que se explicar este tema nas redes sociais. As pessoas não compreendem completamente o que está acontecendo.
    Mas, é necessário, também, que o Senado promova o que já deveria ter feito. Colocar alguém para fora do lugar onde está.

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