Entre cordeiros e leões: o que se esperar da (in)governabilidade.

Entre cordeiros e leões: o que se esperar da (in)governabilidade.

O mundo atual atravessa momentos de extrema polarização. De um lado, verifica-se a maciça imposição aos limites democráticos já consagrados nos direitos humanos de primeira geração a contraponto na garantia real aos que foram estabelecidos.

Em prol da “igualdade da minoria”, a involução social ora patente estabelece o cerceamento opinativo cujo objetivo central é assegurar o acesso para toda a população mundial, conforme apregoa-se na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de dezembro de 1948, amplamente alardeada.

Nesses mais de setenta anos, sobrevieram, dentre outros tantos, a garantia aos direitos sociais e direitos coletivos difusos, culminando com a garantia das gerações futuras.

Contudo, o contorcionismo interpretativo às garantias basilares à liberdade, igualdade e solidariedade tem levado a insana distorção do que acreditava-se ser assegurado, ensejando um cataclismo social.

Perdido nesse cenário aflora-se aqui e fora de nossos limites territoriais ervas daninhas cuja incompetência dos que estão no poder não estabelecem regras ou forma de governo.

A governabilidade tornou-se instável, dependente e escrava da permissibilidade alheia, que escondida, como sempre foi, impõe os ditames nas suas regras.

Não à toa, eclodiram-se movimentos insurgentes para que se faça prevalecer o mínimo nas liberdades privadas para que a liberdade pública, qual seja o autogoverno, seja o avalizador enquanto instrumento de defesa do cidadão.

Mas não é o que se percebe!

Refém em sua ingerência, o governo não se estabelece enquanto fiador daqueles que o elegeu (sic). Estes, não se satisfazem nas mínimas garantias sociais e os que não lhe deram o sufrágio universal não conseguem salvaguarda no escudo jurídico. Essa insegurança jurídica vem acarretando que a liberdade de expressão, basilar em qualquer sociedade ocidental, seja sufocada. Leões vem sendo domados para que os cordeiros possam se alimentar no pasto das migalhas ofertadas pela (in)governabilidade.

O que nos resta a continuar, mesmo que presos momentaneamente nas jaulas atuais, é manter aceso o instinto basilar de sobrevivência e ensinar aos cordeiros que existem pastos melhores, garantindo a ambos o equilíbrio social.

Por Saulo Gomes
Brasileiro, 1º Tenente R/2 de Infantaria do Exército Brasileiro e advogado. É especialista em Direito Público e em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental.


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