Ibama empregou apenas 2% de sua frota e não enviou helicópteros para auxiliar em tragédia no RS

Ibama empregou apenas 2% de sua frota e não enviou helicópteros para auxiliar em tragédia no RS

Um relatório assinado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, revela que apenas 2% da frota do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foi empregado para operações de apoio na tragédia no Rio Grande do Sul.

O documento foi obtido por meio do Requerimento de Informação nº 1291/2024, de autoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL/MS). Ele solicitou informações a respeito da atuação do Instituto na crise causada pelas enchentes.

O requerimento foi protocolado em 8 de maio e foi respondido na última sexta-feira, 5. O Ministério do Meio Ambiente argumenta que a atuação do Ibama tem se pautado em “prestar orientação técnica e apoio operacional às instituições públicas e à sociedade na emergência climática que assola o Estado”.

Para atender a demanda, o Instituto disponibilizou os seguintes recursos:

  • 13 Viaturas: Incluindo 5 da Supes/RS e 8 de outras unidades do Ibama;
  • 1 Posto de Comando Móvel, que retornou ao edifício sede em Brasília no dia 11 de junho de 2024;
  • 2 Unidades Móveis de Apoio aos RPAS/Drone: Transferidas com apoio da Força Aérea Brasileira;
  • 11 Aeronaves Remotamente Pilotadas (Drones): Utilizadas para levantamentos aerofotogramétricos;
  • 3 Embarcações: Usadas pelo Ibama do Rio Grande do Sul;
  • 116 Servidores: Incluindo 70 da Supes/RS e 46 de outras unidades federativas do IbamaF.

A frota de caminhonetes e embarcações corresponde a apenas 2% da frota total do Ibama. Helicópteros não foram enviados. O próprio documento dá informações sobre os veículos pertencentes à entidade governamental, sendo estes:

  • 574 Carros: 501 caminhonetes Mitsubishi L200 Triton GL e 73 picapes Fiat Toro;
  • 5 Helicópteros: Um Airbus EC30 (B4), um Airbus AS50 (B3), um Airbus AS50 (B2) e dois Leonardo AW119 (Koala MKII);
  • 206 Embarcações registradas no patrimônio do instituto.
Trecho do documento enviado pelo Ibama | Foto: Reprodução
Trecho do documento enviado pelo Ibama | Foto: Reprodução

Ainda de acordo com o Ministério, os veículos mobilizados para atuar na crise têm seu planejamento de uso alterado de acordo com as demandas do período operacional, abrangendo desde ações de resgate até operações de ajuda humanitária em comunidades isoladas.

Por esta razão, a pasta alega que não é possível detalhar as ações de cada um devido à flexibilidade exigida pela situação.

Para deputado, número de recursos empregados pelo Ibama é ‘inadmissível’

Dep. Rodolfo Nogueira (PL – MS) | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Em comunicado à imprensa, o deputado Rodolfo Nogueira afirmou que o Ibama empregou menos recursos no Rio Grande do Sul do que sua real capacidade. Ele classificou a falta de recursos como “inadmissível”.

“Esses números são inadmissíveis”, disse. “Para perseguir o produtor rural, o Ibama vai com toda força para cima do homem do campo. Porém, para ajudar nossos irmão gaúchos, mandam apenas 2% de sua frota e ainda não enviam nenhum helicóptero. Um verdadeiro absurdo”.

Vista de drone mostra barco com voluntários em busca de pessoas isoladas em casas no bairro alagado de Mathias Velho, em Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil (5/5/2024) | Foto: Reuters/Amanda Perobelli
Vista aérea da capital Porto Alegre inundada, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (5/5/2024) | Foto: Reuters/Renan Mattos
Vista de drone mostra veículos na área afetada pelas enchentes, em Encantado, Rio Grande do Sul, Brasil (3/5/2024) | Foto: Reuters/Diego Vara
Vista das ruas alagadas em Canoas, no Rio Grande do Sul, Brasil. No dia 6 de maio de 2024 | Foto: Reuters/Amanda Perobelli

As enchentes no Estado deixaram 182 mortos, 31 desaparecidos e 806 feridos. Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas em 478 municípios. O número equivale a 96,37% do total de cidades no território gaúcho, que é de 496.

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