Leite diz que Rio Grande do Sul vive ‘pior evento’ da história

Leite diz que Rio Grande do Sul vive ‘pior evento’ da história

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse lamentar a morte de 29 pessoas pela catástrofe climática na região. Declarou que, “infelizmente”, os números contabilizados “irão aumentar”. Até o início da noite desta quinta-feira, 2, havia 60 pessoas desaparecidas. Previsão de chuva segue pelo menos até sábado, 4.

“Serão patamares piores do que vivemos recentemente”, afirmou Leite em coletiva de imprensa. “Já temos muitas vítimas por soterramento aqui no Estado. Dói profundamente essas nossas perdas. Mas trabalhamos com total foco nos resgates para que as pessoas fiquem em segurança.”

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Eduardo Leite definiu o evento climático que ocorre no Rio Grande do Sul como o “pior episódio” já registrado na história do Estado. Pediu para que os moradores estejam “atentos” e sigam “resilientes” pelos próximos dias, uma vez que a instabilidade climática segue sobre a região. 

“Mas tudo isso vai passar. Esperamos que as condições climáticas nos ajudem para que possamos colocar todos os nossos helicópteros para resgatar as pessoas”, afirmou o governador.

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Rio Grande do Sul já está em estado de calamidade pública por causa das chuvas intensas | Foto: Reprodução/Twitter

Garantiu que embora esteja “devastado por dentro como todo gaúcho” pelo que vê no Estado, segue firme como governador para “brigar com o que for necessário” para que “todas as vidas sejam atendidas”.

Rompimento de barragem 

Nesta quinta-feira, 2, houve o rompimento da barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho, localizada entre Cotiporã e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Outras cinco barragens estão em processo de evacuação pelo risco de colapsar, segundo o governo do Estado.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) investiga o rompimento. O órgão identificou uma movimentação mais turbulenta da água, “possivelmente pelo comprometimento da chamada ombreira direita”. Há risco de inundação nos municípios da região. 

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Parte da barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho rompeu; há a possibilidade de que a represa possa colapsar | Foto: Reprodução/Internet

Segundo o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, o “grande problema” com o rompimento parcial da barragem e seu possível colapso é “a velocidade com que a água vai descer rumo a Santa Bárbara e Santa Tereza”.

“A altura da água não deve mudar muito”, explicou o secretário. “Isso porque o nível do Rio das Antas estava passando sobre a barragem. O risco agora é a vazão a partir da barragem 14 de Julho.”

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O governador Eduardo Leite destacou que 5 barragens do Rio Grande do Sul estão em estado de atenção. Entre elas está a Dam Blang, em São Francisco de Paula, que também é responsável pela geração de energia. 

“A Aneel está acompanhando para que o plano de ação de emergência seja aplicado e siga em curso. A agência tem um mapa das áreas que podem ser afetadas com inundação e os órgãos estão sendo informados”, sinalizou Leite. 

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta que moradores de São Francisco de Paula, Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Vale Real e Feliz busquem locais seguros.

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) também monitora as estruturas de outras 13 barragens que estão em estado de alerta, cinco delas já em processo de evacuação: barragem Santa Lúcia, em Putinga; barragem São Miguel do Buriti, em Bento Gonçalves; barragem Belo Monte, em Eldorado do Sul; barragem Dal Bó, em Caxias do Sul; e barragem Nova de Espólio de Aldo Malta Dihl, em Glorinha.

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