Maduro diz que CIJ ignora “genocídio” em Gaza por estar “a serviço das potências imperiais”

Maduro diz que CIJ ignora “genocídio” em Gaza por estar “a serviço das potências imperiais”

Mais uma vez, nesta quarta-feira (3), o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, apelou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) para que detenha o “genocídio” de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza.

Durante um evento político, ele “exigiu” que o órgão judicial máximo da ONU se pronuncie sobre o assunto, mesmo que em julgamentos contra Caracas, o líder chavista tenha afirmado que não reconhece a jurisdição do tribunal.

Em seu discurso, Maduro sugeriu que a CIJ, assim como outros órgãos internacionais que ele não mencionou, estariam “a serviço das potências imperiais”. Por isso, “ignoram” a situação dos palestinos.

O ditador alegou que o órgão judicial da ONU “não fez nada para proteger o direito à vida do povo palestino”, razão pela qual – segundo ele – “a moralidade desse tribunal é questionada”.

Recentemente, a mais alta corte da ONU emitiu medidas provisórias adicionais para Israel, solicitando que o país evite que seu exército cometa atos de genocídio contra os palestinos em Gaza ou impeça, “por qualquer ação, a entrega de assistência humanitária urgente”.

Enquanto se preocupa com assuntos fora de seu país, a Venezuela liderada pelo chavismo está afundada em uma crise política e humanitária, marcada pela perseguição contra opositores e o crescimento do autoritarismo estatal, motivos pelos quais Maduro também é investigado no âmbito internacional.

Em dezembro do ano passado, o regime de Caracas reafirmou que não aceita a autoridade da Corte Internacional de Justiça (CIJ) para resolver o conflito territorial com a Guiana sobre a região do Essequibo, uma área rica em recursos naturais que abrange quase 160 mil quilômetros quadrados, que está em disputa nos últimos meses entre os países.

Nesta semana, a ditadura venezuelana promulgou a chamada “Lei Orgânica para a Defesa da Guiana Essequiba”, o passo mais recente do regime para confirmar seu plano de anexar a área reivindicada.

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