O desafio da dosagem do EGO na Liderança

O desafio da dosagem do EGO na Liderança

Fui desafiado a escrever um pouco sobre Liderança Humanizada, propósito, compartilhar idéias e descrever um pouco da minha experiência enquanto líder.

Nessa jornada, posso afirmar que amadureci e venho amadurecendo, desde o momento em que tive a consciência plena de que o resultado vem das pessoas.

Um dos divisores de água para mim foi compreender que, de fato, os indicadores são basilares, mas lidar com as características de cada colaborador e fazê-los progredir é o maior desafio. E não se perde nada com isso, acredita? Pelo contrário, o ganho é muito maior para a longevidade da empresa do que se pode imaginar. Vou citar alguns comportamentos que são naturalmente praticados no dia a dia da liderança e não são percebidos como destrutivos para as pessoas, mas na verdade são. Por exemplo, engessar o horário de início e fim da jornada de trabalho. Sozinho, este comportamento é inofensivo, mas o problema acontece quando acredita-se que, se os funcionários não forem controlados, eles não trabalham. Outra prática é dedicar tempo insuficiente para orientar, conversar e direcionar as pessoas na execução do trabalho. Como consequência, acabam criando mal entendidos na comunicação. E sabem de quem é a culpa pela entrega mal combinada? Da equipe… óbvio. Eu poderia listar diversas situações, porque a lista é grande, mas vou me contentar com esses dois exemplos emblemáticos para mim.

Estou convencido de que, para exercer plenamente a minha liderança, eu devo ser o mediador, levando as pessoas a atingirem melhores resultados. Por exemplo, atingindo os indicadores através do convencimento e não do autoritarismo e vaidade, sendo que estes comportamentos têm, na maioria das vezes, a intenção de encobrir a ineficiência e a incompetência da liderança. Na minha visão, o que mais atrapalha o “ganha – ganha” nesta jornada é o EGO inflado. Por mais conhecimento técnico que o líder tenha, se ele não souber dosar e controlar o seu EGO, estará fadado ao insucesso.

As pessoas prezam hoje pela transparência, diálogo e leveza. Consequentemente, elas buscam isso nas empresas e em suas lideranças. Para se conectar com as pessoas e suas perspectivas, o líder precisa respeitar os diversos perfis da equipe e, mais do que isso, precisa se despir das vaidades e da necessidade de se afirmar no ambiente de trabalho.

Não pode ser tudo a ferro e fogo “porque eu quero assim!”. Na função de liderança é preciso seguir a estratégia da empresa e o que o corpo diretivo pede, porém extraindo o melhor das pessoas, corrigindo rotas e desvios, interagindo e conversando e – porquê não? – voltando atrás em momentos que efetivamente erramos. Porque, afinal, ninguém é perfeito e reconhecer isso nos faz cada vez mais humanos. Não dá mais para fazermos gestão pelo medo e arrogância, pela vaidade e afagos. Erros existem e continuarão a existir. Corrigir rotas, extraindo o melhor da habilidade das pessoas, usando de excelente comunicação, é o melhor caminho.

Com isso, quero reforçar que a liderança humanizada depende do espaço que eu dou, não só para o aprendizado das pessoas, mas também para o meu próprio aprendizado. Reconhecer que estou aprendendo não é uma fragilidade, na verdade é a virtude de quem está liderando pelas pessoas e para as pessoas. Eu afirmo que este processo não terminou por aqui, este é só o início da jornada.

Imagem de rawpixel.com no Freepik


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