O povo não foi, somente a mídia compareceu

O povo não foi, somente a mídia compareceu

O desfile em comemoração ao 7 de Setembro, em Brasília, não tinha público. Tinha a claque e uns poucos curiosos. Evento frio, sem entusiasmo e triste. Para alguns no palanque a situação foi até constrangedora.

Já a cobertura pela mídia foi maciça. Afinal é preciso positivar o evento nos jornais, sites e nas redes sociais para que os militantes e os incautos pensem que foi grandioso.

Comemorar a liberdade sem participação do povo faz lembrar os governos autoritários mundo afora, onde os participantes nas ruas são o próprio governo, as instituições controladas e os militantes.

Ao observar pela TV o evento, vendo o presidente e os que o cercaram no palanque, o sentimento foi de tristeza e melancolia. Não havia alegria e nenhum brilho nos olhos como em um passado recente. Foi possível observar o constrangimento de alguns. Seria o prelúdio da decadência de um governo que nem bem começou e já gera descrença e desânimo?

O povo não foi. A população não assistiu. Então o desfile foi para os poucos seguidores, autoridades e asseclas do partido governante. Triste começo do fim de um governo que, para se eleger, pregava o amor e a união. Mobilizar todo o aparato militar para apenas se mostrar a uns poucos é dispender muito dinheiro sem que o brasileiro possa desfrutar.

Provavelmente a mídia e os consórcios destruirão a verdadeira informação e estamparão ao longo do dia as manchetes exaltando o “grande” evento e mostrará somente a lente fechada em uns poucos do palanque e em blindados. Não poderá fotografar ou filmar o que está ao longo da avenida, pois lá não há público. A mídia militante não deixará de enviar mensagens subliminares aparentando que está tudo maravilhoso e participativo, afinal o que vale é o que está publicado e não é preciso a veracidade do fato. Vemos essa situação a todo o tempo. A mensagem subliminar é captada pelo cérebro e atinge a psique do indivíduo. Ela foi utilizada em muitas ocasiões pela publicidade de grandes marcas e atualmente é uma ferramenta de auxílio no controle da massa desatenta.

Acompanhemos as notícias dos desfiles Brasil afora. Quem sabe tenha flopado somente na capital federal, devido à presença de figuras indesejáveis ao povo. O país é grande e muito maior que esses garbosos elegantes do palanque oficial.

O que já foi um dia para festejar é hoje um dia para estar em luto pela liberdade, que anda um tanto quanto sumida nestes tempos sombrios.


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